terça-feira, 29 de novembro de 2011

Comunicação, pós-modernidade e déficit de atenção

Bernardo Rodrigues 
Jornalista, especialista em Filosofia e Mestre em Teoria da Literatura.
Professor dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda
da Faculdade Pitágoras/Divinópolis



Talvez a maior questão para a comunicação hoje seja a seguinte: até que ponto podemos contar com a atenção dos nossos interlocutores? No meio de tanta informação, quando é que alguém vai parar para se concentrar numa coisa só? Existe esse momento num mundo em que informações pululam o tempo todo entre smartphones, iPads, tevês a cabo, jornais, outdoors?

Nós vivemos um momento em que, ao mesmo tempo em que buscamos mais e mais informações, dispomos de menos e menos tempo para elas. Queremos tudo prêt-à-porter, ou melhor, pronto para consumir, e tem de ser fast, bem rápido. Diferente do sanduíche do fast-food a informação fast-food é aquela de fácil digestão, que não nos exija muito tempo, nem muito pensamento. Vemos isso na impaciência diante da televisão na hora dos intervalos, diante do vídeo que demora demais para baixar, diante do livro (que coisa arcaica!) que nos toma horas até que se conclua a leitura – isso quando não lemos a orelha e nos damos por satisfeitos, ou preferimos esperar sair sua versão para o cinema.

Quase todo mundo hoje dedica um tempo do dia para dar suas “twittadas”, publicar um novo vídeo no Youtube, postar algumas fotos em sua página no Facebook, cancelar o antigo perfil no Orkut (porque Orkut é coisa de um passado muito distante)... Enfim, já se tornou até lugar-comum falar das possibilidades comunicativas na contemporaneidade, de como a tecnologia tem propiciado novas oportunidades de vocalização, meios para expressar opiniões etc. Mas uma pergunta que intriga é: quem liga?

Enquanto a cultura contemporânea é cada vez mais complexa, nossas interações simbólicas  caminham exatamente contra a complexidade. O complicado não nos interessa. Queremos soluções imediatas, antes mesmo de conhecermos os problemas. Queremos linguagem simples e, de preferência, conteúdos leves, banais. Nos interessa o sabor, mais do que o saber.

Não existe comunicação se não houver um movimento convergente entre quem fala e quem ouve; sem a atenção do ouvinte, o falante não se comunica, por mais que fale. Hoje, o desafio para nós, comunicadores, é saber como interagir com um público cada vez mais disperso. Como informar, convencer, explicar algo para quem não está muito “aí” para essas coisas? Que hora vamos poder contar com “um minuto de sua atenção” numa era em que um minuto é tempo demais para se atentar a uma única coisa?

O déficit de atenção parece ser o maior sintoma da pós-modernidade. Nesse furacão informacional, ainda precisamos descobrir a melhor maneira de nos comunicarmos. Fiquemos atentos!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Qual curso vou fazer? Qual faculdade vou escolher?

Silvana Maria de Sousa
Professora dos cursos de Jornalismo e PP
Faculdade Pitágoras/Divinópoilis


Todo fim de ano, principalmente em novembro, assistimos na TV vários comerciais de Vestibular. Alguns de faculdades já conhecidas, outros de algumas que a gente nem sabia que existia.  Mas todos com o mesmo objetivo: passar informações básicas e dar um resumo sobre a estrutura da instituição. Porém, os comerciais acabam cumprindo apenas o primeiro papel que é massificar as datas das provas, o site e os cursos. 
Diante desse fato, na qualidade de professora de Gestão de Carreira da Faculdade Pitágoras, quero trazer hoje uma discussão sobre como escolher o curso, e o mais importante, escolher a faculdade que pode lhe oferecer o melhor.

A respeito do curso a ser feito, comungo da mesma opinião de que deve se escolher por afinidade. E como descobrir isso? Pesquisando quais as disciplinas fazem parte da grade curricular, quais as possibilidades de trabalho a área oferece e quais as funções do profissional formado nesse curso assume no mercado de trabalho.  E de posse desses dados tentar saber quais são suas habilidades (o que não é tão simples para um adolescente). Nesse quesito há vários profissionais capacitados com técnica para ajudar o candidato. São os famosos testes vocacionais. Muito válidos nesse momento.

Pois bem, feito isso é hora de saber quais as faculdades oferecem o curso escolhido, e dentre elas qual tem mais a oferecer na caminhada do ensino superior. Sem querer fechar questão sobre o amplo tema, ouso a indicar algumas variáveis que devem ser levadas em conta para obter respostas. 

Meu primeiro aconselhamento profissional como gestora de carreira é: se possível visite a faculdade previamente escolhida. Compare com outras.  Mas compare as que estão enquadradas nos mesmos parâmetros (preço similar, localização, sistema de pagamento).

Ao visitar, preste muita atenção na estrutura que o campus oferece. É um equívoco considerar a estrutura pouco importante. Sabemos, obviamente, que uma estrutura somente não produz conhecimento, mas facilita chegar nesse objetivo. Pensemos.

Hoje estamos vivendo uma era em que a internet faz parte da empregabilidade. Um campus com wireless (internet sem fio) promove uma interação de informações essenciais para a sociabilidade do contemporâneo, para a pesquisa, para a troca de saberes. E como uma aula pode ser bem melhor com recursos multimídia já instalados em sala de aula. Os discursos empoeirados dirão que o bom professor não precisa disso. Mas já pensou assistir especialistas falando sobre a matéria? Ver a informação nos sites de notícias e poder interagir com o mundo o que se está estudando ali naquele momento. O conteúdo do bom professor não advém da tecnologia, mas essa literal conexão faz parte do cenário atual do mundo.

Um aluno que estudará depois de um turno de trabalho, realidade cada vez mais comum, terá um melhor rendimento sim, com cadeiras mais confortáveis, com salas melhor ventiladas, e um campus mais agradável, com área verde bem cuidada. 

Uma faculdade que possibilita um lugar adequado para palestras motiva o aluno a assisti-las. Imagina no nosso verão, assistir palestra sem refrigeração, iluminação e acomodações dignas?
O conhecimento para ser apreendido precisa de conforto. Sejamos sinceros. 

Uma faculdade que não tem laboratórios próprios do que o curso precisa, com certeza, entregará uma formação sem qualidade. 

Uma faculdade que coloca poucos alunos, por meio de estágios, talvez não esteja preparando o aluno para a concorrência que ele enfrentará depois de formado.  

Uma faculdade que não tem o equilíbrio entre professores titulados e professores reconhecidos no mercado, também não está atualizada com a realidade. Por que titulação e experiência não são excludentes no aprendizado. 
Bom, resumindo. Antes de definir, pesquise e compare. Qual faculdade tem o melhor campus, tem a melhor estrutura, o melhor corpo docente, preparados para ensinar dentro da nova ordem da empregabilidade?

Ah, antes que alguns críticos falem que estou aproveitando o espaço para fazer propaganda da instituição em que eu trabalho, e apoiados nesse argumento fraco tentem desmerecer meus apontamentos de gestora de carreira, antecipo. Estou mesmo falando apoiada na minha experiência pessoal de ver o quanto esses diferenciais ajudam aos professores, principais peças nesse processo, a entregar um ensino melhor para o aluno. Perfeição? Não estou falando disso. Sempre, em qualquer situação, há o que aprimorar. Mas ter esse mínimo já é um grande começo. 
#Fica a dica.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Compreendendo o Marketing de Relacionamento – parte 01

Ricardo Nogueira
Jornalista, Mestre em Educação, Cultura e Organizações Sociais.
Professor nos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda.
Faculdade Pitágoras - Divinópolis - MG



Os estudos sobre o comportamento do mercado de consumidores têm evoluído nos últimos tempos. Apesar da preocupação com questões de produtividade e venda de produtos datar de tempos remotos, nota-se que a consolidação dos estudos nas áreas de Administração, Economia, Comércio e Comunicação, nos últimos 50 anos, trouxe novas formas de pensar a relação entre fornecedor e consumidor. Os primeiros estudos sobre marketing foram elaborados na primeira metade do século XX, com alguns autores analisando as formas de melhor atrair consumidores. No entanto, na época, as técnicas existentes eram pouco elaboradas e baseavam-se mais na intuição. O principal esforço era no sentido de vender a qualquer custo.

Somente após 1950, o uso do marketing como instrumento na gestão de organizações passou a ser um fato considerável, quando foram aprofundados os estudos nessa área. Graças a contribuições de autores como Peter Drucker (década de 1950), Theodore Levitt e Philip Kotler (década de 1960), o marketing passou a ser visto como ferramenta estratégica na administração e promoção de produtos e serviços, ao contrário do pensamento dominante anteriormente, segundo o qual o marketing seria um conjunto de táticas para ludibriar os clientes. 

Atualmente, percebe-se o surgimento de novidades em todos os setores da economia. A informação, antes disponível somente para as organizações, tornou-se popular, especialmente após o advento dos meios de comunicação de massa e a internet. A crescente industrialização fez com que a oferta de produtos e serviços aumentasse consideravelmente e, com ela, elevou-se o poder de escolha da população. Com o advento de novas tecnologias, a comunicação se expandiu e tornou-se ferramenta essencial para propagar serviços e produtos, criando desejos, expectativas e satisfazendo as necessidades nos consumidores.

A massificação encontra-se em decadência nos últimos anos; afinal, em meio a milhões de pessoas interconectadas pela internet ou pelos celulares, os perfis são únicos, as necessidades e os desejos são individuais: desde o perfume que se compra nos shoppings ao carro que se sonha ter. Autores das ciências humanas descrevem que, apesar das pessoas estarem incluídas em círculos sociais distintos como trabalho, escola e família, entre outros, as empresas não tinham um direcionamento para suas campanhas de marketing. 
Uma das soluções propostas para este problema é a segmentação, que envolve o conhecimento do comportamento do consumidor e análise estratégica. Os gestores precisam pensar em seu pacote de produtos e serviços e enfatizar a vantagem competitiva em atributos que serão valorizados por clientes no(s) segmento(s)-alvo. Portanto, em vez de tentar concorrer em todo o mercado, cada empresa precisa focalizar seus esforços nos clientes que ela pode atender melhor. Em termos de marketing, focalizar significa fornecer um mix de produtos relativamente estreito para determinado segmento de mercado. A capacidade de diferentes empresas para atender diferentes tipos de clientes varia muito. Por isso, em vez de tentar competir em todo o mercado, talvez contra concorrentes superiores, cada empresa deveria adotar uma estratégia de segmentação, identificando as partes do mercado que ela pode atender melhor.

Dentro deste princípio, chega-se a hipótese de que o marketing deve englobar a construção de um satisfatório relacionamento com os clientes a longo prazo do tipo “ganha-ganha” no qual indivíduos e grupos obtêm aquilo que desejam e necessitam. Foi assim que apareceram os primeiros estudos sobre o marketing de relacionamento com Berry (1983). Conceito aprofundado posteriormente por vários autores, o marketing de relacionamento é definido por Gordon (1998, p. 31) como um “processo contínuo de identificação e criação de novos valores com clientes individuais e o compartilhamento de seus benefícios durante uma vida toda de parceria”. Para atingir tais objetivos, é necessário compreender, concentrar e administrar uma contínua colaboração entre fornecedores e clientes selecionados para a criação e o compartilhamento de valores mútuos por meio de interdependência e alinhamento organizacional. 

Nota-se que as principais diferenças entre o marketing tradicional e o marketing de relacionamento estão em suas premissas básicas. Enquanto o objetivo do marketing tradicional, que se baseia na aplicação do marketing mix, é grande volume de clientes e carteiras numerosas – estratégia de impacto e altamente voltada para vendas a varejo –, o objetivo do marketing de relacionamento é criar e manter clientes. Para isso, baseia-se na antecipação dos desejos e trabalha a qualidade, a conquista, o encantamento de clientes e sua fidelização.

Na continuação deste artigo, na próxima semana, abordo como o marketing de relacionamento pode contribuir para a gestão das organizações a partir de seus benefícios básicos: a fidelização, seleção e indicação de clientes.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

De transmissão em transmissão....

Laura Aguiar
Professora do curso de Jornalismo da Faculdade Pitágoras – Divinópolis-MG



O assunto a ser tratado aqui não é uma novidade! Está na boca do povo: os direitos de exclusividade de transmissão de competições esportivas para emissoras de televisão e a nossa condição de refém. Trata-se de uma prática das emissoras de TV, porque se a moda pega para rádios, jornais e revistas, estaríamos perdidos e confinados a saber só o autorizado e devidamente pago nas negociações comerciais astronômicas.

Lá no Mexico ocorre uma das mais importantes competições das Américas e nas redes sociais, rodas de amigos, muito se tem comentado sobre o desempenho dos atletas brasileiros. Eles prometem bater recorde em número de medalhas. Por aqui em terras brasileiras, assistimos a versão TV Record da competição, e só. Ela tem os direitos de transmissão e para noticiar, falar do assunto, as outras emissoras de TV precisam dar o crédito das imagens e ainda ter autorização de uso das mesmas. Muita burocracia para emissoras como a Globo. A Vênus platinada prefere ignorar a disputa a abalar sua imagem de suprema e soberana ao pedir autorização para alguém. Alegam diferença da qualidade de imagens, dificuldade em atingir o lendário “padrão Globo de qualidade”. Será? Mas e o telespectador?   

Todos os princípios do Jornalismo são testados numa situação dessas. Mais uma vez reafirma-se: não se faz Jornalismo sem vínculos comerciais. E não estamos falando somente da empresa do Doutor Roberto. Todos os veículos de comunicação estão atrelados de alguma forma a interesses comerciais, uns expondo mais sua dependência nas escolhas das pautas, no teor dos conteúdos, no viés das coberturas jornalísticas, outros de alguma forma buscando a isenção, a prática da diversidade de opinião.

Nesse último aspecto, poucas são as iniciativas de exibição dos assuntos noticiáveis independente das relações comerciais. Recentemente, em uma edição do Jornal do SBT, em época do Rock in Rio (evento patrocinado, divulgado, transmitido pela Globo) houve uma reportagem sobre o programação musical que agitava a capital fluminense. Respeitaram-se os critérios de noticiabilidade, tema trabalhado exaustivamente nas salas de aula dos cursos de Jornalismo. Um fato com as características de um fato jornalístico como o teor de novidade, o interesse público, relevância, tamanho do evento não foi ignorado pela emissora “adversária”.  

Vejo como condenável a posição da Globo em omitir o Pan de Guadalajara. Como menciona Rogério Christofoletti, jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, quando comenta o tema, a própria Globo fez estardalhaço ao divulgar os Princípios Editoriais um documento que apresenta a emissora como empresa que defende que “tudo aquilo que for de interesse público, tudo aquilo que for notícia, deve ser publicado, analisado, discutido”.

Ainda bem que nos restam outras opções para exercitarmos nosso direito de escolha. Porque é disso que estamos tratando. Podemos escolher entre rádio, jornais impressos, revistas e a internet.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Faculdade Pitágoras: novos desafios


Francisco Resende Costa Neto
Coordenador dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda
Faculdade Pitágoras – Divinópolis-MG


Recebi, com imensa honra e senso de responsabilidade, a nobre missão de, a partir do dia 1º de novembro, assumir a direção-geral da Faculdade Pitágoras de Divinópolis. Instituição de Ensino Superior com maior número de alunos em Divinópolis (atualmente são quase 3400 alunos), a Faculdade Pitágoras viveu momento de enorme crescimento e consolidação de sua força no desenvolvimento educacional nos últimos dois anos. Resultado do trabalho de grandes gestores que por aqui passaram neste período, especialmente o Prof. João Pongelupe que, em virtude deste excelente trabalho, assume um novo desafio profissional de conduzir as ações da Faculdade Pitágoras de Ipatinga. Desejo, do fundo do coração, todo sucesso pessoal e profissional para este excelente executivo e, acima de tudo, mais um grande amigo que nos foi apresentado.
   
Divinópolis é uma cidade que se destaca no cenário regional e nacional como um polo industrial e comercial. Um município de vanguarda, de povo hospitaleiro e progressista. Nesse cenário, a Faculdade Pitágoras, com a tradição de 45 anos de atuação na área educacional, implantou um projeto arrojado e empreendedor. Um centro de excelência no Ensino Superior, oferecendo uma proposta educacional moderna e inovadora, cursos com a qualidade da marca Pitágoras, professores altamente qualificados e uma infra-estrutura moderna e acessível. Tudo isso para que Divinópolis também seja identificada como um dos mais importantes polos de educação do interior de Minas Gerais. 

Desde a chegada da Faculdade Pitágoras em Divinópolis, em setembro de 2007, graduações em diversas áreas do conhecimento são ofertadas. Além disso, a estrutura interna foi completamente reformulada para contribuir com a qualificação do mercado de trabalho da cidade e região. Herdando a tradição de mais de 40 anos da antiga Fadom, os cursos oferecidos apresentam como um dos principais diferenciais a excelência da marca Pitágoras no que se refere à qualidade e à modernidade dos projetos acadêmicos, além de laboratórios de última geração e um corpo docente altamente qualificado, com experiência acadêmica e vivência prática no mercado de trabalho. Além dos cursos de graduação, a Faculdade Pitágoras oferece um grande leque de cursos de Pós-Graduação, com uma excelente infra-estrutura e um corpo docente de respeito, muitos deles mestres e doutores formados por conceituadas universidades de todo o país. Neste novo momento, nosso objetivo é contribuir cada vez mais com a formação continuada dos profissionais da nossa região, e a pós-graduação é uma ferramenta extremamente importante neste processo. Sob comando do respeitado e competente professor Antônio de Araújo Rodrigues, não temos dúvidas em relação a consolidação da importância dos cursos de Pós-Graduação para toda a região Centro-oeste.

Como um eterno incentivador do ensino e, por acreditar piamente na força da educação como motor do desenvolvimento social e econômico, inicio, a partir de 1º de novembro, uma gestão extremamente focada em resultados qualitativos. Nossas premissas preveem melhorias na estrutura acadêmica, oferecendo condições para o desenvolvimento do trabalho docente; aprimoramento tecnológico, oferecendo condições para que professores e alunos acessem as melhores práticas; e, acima de tudo, a gestão de relacionamentos internos e externos. Nesses 5 anos de Faculdade Pitágoras, a cada novo ano um novo desafio sempre nos foi colocado, com o objetivo de realmente testar nossa capacidade e nosso comprometimento com esta nobre instituição. Por viver intensamente esta realidade e estar sempre conduzindo estes desafios, jamais poderia recusar, talvez, o maior dos desafios apresentados até hoje: manter o atual momento de crescimento e consolidação de um modelo pedagógico consistente, melhorando ainda mais as condições de trabalho e ratificando a imagem de solidez, de liderança e de inovação contínua da Faculdade Pitágoras em nossa região.

Agradeço imensamente a todos pela acolhida extremamente calorosa que tive, tanto dos professores, funcionários e dos mais de 3400 alunos. E ratificar que, mais do que nunca, assumo este importante papel sabendo que conto com o comprometimento e engajamento de um grupo de coordenadores extremamente envolvidos com o trabalho; um corpo administrativo focado em resultados; e, principalmente, um corpo docente com o mais alto nível de envolvimento e competência comprovada. Agradeço muito a contribuição e os meses de aprendizado intenso que tive com o Prof. João Pongelupe que, com uma gestão compartilhada, proporcionou um grande crescimento interno e externo para a unidade durante sua rápida passagem. Acredito muito que, com esse time, dificilmente seremos batidos. O desafio está lançado!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vestibular, formação superior e FIES

Francisco Resende Costa Neto
Coordenador dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda
Faculdade Pitágoras – Divinópolis-MG



Já estão abertas as inscrições para o Vestibular 2012 da Faculdade Pitágoras/Divinópolis. Os interessados em um dos 18 cursos de graduação oferecidos pela Instituição devem se inscrever pela Internet, no site www.vestibularja.com.br, até o dia 28 de outubro. Para aqueles que quiserem se inscrever pelo telefone 0800 283 1010 ou pessoalmente, na Central de Informações da Faculdade Pitágoras, o prazo vai até 21h do dia 28. As provas serão realizadas no dia 30 de outubro, às 14h, no Campus Verde.

Mais do que escolher uma profissão e seguir uma formação superior que garantirá melhores oportunidades do mercado, é importante os candidatos a uma das vagas no Ensino Superior se informarem sobre as imensas facilidades de acesso ao Ensino Superior. Sair da faculdade com a preocupação de quitar uma dívida já impediu muita gente de buscar o seus sonhos profissionais. O Prouni revolucionou o acesso ao Ensino Superior para alunos com necessidades financeiras e que preenchem os pré-requisitos do programa. Entretanto, o Novo Fies é o programa de financiamento do Governo que realmente abriu as portas do Ensino Superior para milhares de pessoas que jamais imaginaram adentrar às portas de uma faculdade ou universidade.

O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) é um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior em instituições privadas. Podem recorrer ao financiamento os estudantes matriculados em curso superior com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação. Desde 2010, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é o novo Agente Operador do Programa e os juros caíram para 3,4% ao ano. Além disso, o financiamento pode ser solicitado em qualquer período do ano. O atual FIES tem algumas características interessantes, tais como: financia até 100% das mensalidades do curso selecionado; taxa de juros extremamente atraentes (3,4% ao ano); as parcelas do financiamento serão mensais e com valores fixos; a parcela máxima de apenas R$ 50,00 por trimestre no período de duração do curso e da carência; 18 meses de carência após o final do período de financiamento; período de pagamento de até 3 vezes a duração do curso mais 12 meses.

Oferecendo o Novo Fies e com uma metodologia moderna, possibilitando maior tempo de contato com os professores e com o conteúdo das disciplinas, além de grande aparato tecnológico e maior integração das atividades teóricas e práticas, que a Faculdade Pitágoras oferece para 18 cursos de graduação nas áreas da Saúde, Ciências Exatas e Tecnologia, Ciências Sociais Aplicadas e Jurídicas. Os ingressantes em um dos 18 cursos oferecidos pela Faculdade Pitágoras terão várias novidades em 2012. A direção da unidade prevê um investimento de mais de R$ 2 milhões em laboratórios e infra-estrutura já para o próximo semestre. Apostando em tecnologia e inovação como aliados do processo de ensino, a expectativa é de que 85% das salas estejam equipadas com todo aparato multimídia, incluindo projetores eletrônicos e equipamentos de som, oferecendo completa estrutura para os professores e alunos de todos os cursos.

Outras ações estão previstas para o próximo ano, como o fortalecimento da TV Pitágoras, do DAJ e da Agência Experimental de Publicidade e Propaganda – AGP3. Além do vestibular tradicional, outra opção de ingresso na Faculdade Pitágoras é a utilização dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que desde 2009 servem de critério para a seleção de candidatos. Nesse modelo, o candidato poderá participar de ambas as modalidades de seleção – submetendo-se, simultaneamente, à prova e concorrendo pela nota do Enem, conforme critérios estabelecidos no edital do processo seletivo. Além disso, a Faculdade Pitágoras recebe, a partir de 1º de novembro, alunos que desejam iniciar processo de transferência para qualquer um dos 18 cursos oferecidos pela Instituição, além daqueles profissionais que já possuem um título superior e buscam qualificação através de obtenção de um novo título. As oportunidades estão aí!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O futebol como exemplo – lições do marketing esportivo

Ricardo Nogueira
Professor nos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda.
Faculdade Pitágoras - Divinópolis - MG


Apesar do momento conturbado que o futebol brasileiro passa, o esporte que movimenta a nação tupiniquim tem lições muito importantes para o ambiente empresarial. No entanto, mesmo com um cenário promissor nos próximos anos, o esporte brasileiro ainda carece de profissionais qualificados para lidar de forma séria e honesta com algo intangível, mas que, como todas as grandes marcas, vendem um patrimônio inestimável: a paixão. Não aquela paixão fugaz, que acende e se apaga com a mesma velocidade, mas uma paixão que dura toda a vida. É sobre isso que vamos falar hoje: como as os clubes/empresas podem (e devem) criar e usufruir de clientes/torcedores pela vida toda.
O Brasil está sendo visto com outros olhos pelo resto do mundo. A economia, de certa forma, estável, as riquezas naturais e o incremento do consumo pela celebrada classe C despertam nos investidores estrangeiros sentimentos otimistas. Além disso, não podemos desprezar o fato de que o país abrigará, em breve, dois dos maiores eventos esportivos mundiais: a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Com lados positivos e negativos, não podemos negar, tais celebrações são uma oportunidade de ouro para que o esporte se profissionalize, o que pode deixar um legado importante para as próximas gerações.
Além de equipar as cidades-sede com infraestrutura invejável na mobilidade e em centros esportivos de primeiro mundo, as competições internacionais configuram-se uma oportunidade ímpar para a profissionalização dos clubes e entidades esportivas no que diz respeito a gestão e marketing. Não faltam matérias comparativas entre as formas de administração dos clubes de futebol brasileiros e ingleses, italianos ou espanhóis, por exemplo, e em todas elas fica claro que o sucesso não se trata de uma questão de paixão dos torcedores (que, guardadas as proporções, é a mesma em todos estes países), mas sim da forma de gestão do futebol profissional.
O futebol brasileiro tem diversas características que o fazem destacar no cenário mundial: celeiro de craques, tradição em campeonatos internacionais e clubes com torcidas compostas por milhões de torcedores. Para se ter uma idéia, o número de torcedores de Flamengo e Corinthians é maior do que a população de vários países. O problema mora justamente aí: ao invés de utilizar isso para o bem, os clubes “ignoram” este fato de ter milhões de clientes/torcedores apaixonados, capaz de fazer loucuras em nome deste “amor”.
O objetivo de toda e qualquer empresa é ter o chamado cliente fiel, aquele que não tem dúvida sobre qual marca consumir sempre que precisar de um determinado produto ou serviço. Os clubes, por sua vez, têm estes clientes fiéis e não utilizam disso para benefício próprio. Um atleticano, por exemplo, salvas raríssimas exceções, vai ser atleticano (e, com isso, um potencial consumidor de produtos ligados ao Clube Atlético Mineiro) para o resto da vida. E uma forma como isso pode gerar receita é em relação a produtos licenciados. Enquanto os grandes clubes europeus faturam milhões de dólares e euros com a venda de produtos (de camisas a canecas, passando por adesivos e canais por assinatura, entre outros), os times brasileiros ainda engatinham neste sentido.
No entanto, a mudança na gestão dos clubes nacionais demanda profissionais qualificados e especializados para tratar da paixão nacional – mas gerir sem paixão, se é possível. É neste cenário que os administradores, comunicadores e profissionais de marketing podem se dar bem. Recente reportagem no “Estado de Minas” falava justamente sobre o fato do Estado não ter mão-de-obra especializada para a gestão de recursos, pessoas, comunicação e relacionamento com os públicos de interesse dos clubes. Portanto, a hora de se especializar é agora.
E para quem pensa que este papo é só teoria e que no Brasil é impossível fazer uma gestão profissional, indico pesquisar um pouco a respeito da administração do Sport Club Internacional de Porto Alegre (RS). A mudança na forma de gerir o clube rio-grandense vem trazendo conquistas significativas nos resultados financeiros e de marca do time, o que reflete positivamente dentro de campo. Afinal, o clube foi recentemente campeão dos dois principais torneios do mundo (Bi da Libertadores da América e Copa do Mundo de Clubes) e, com certeza, a forma de administrar a equipe favoreceu os resultados. Não cabe falar aqui de todas as estratégias de marketing do time – que vão de um projeto bem feito de sócio-torcedor a participações em torneios internacionais para projetar mundialmente a imagem do clube –, mas sim de mostrar como é possível ter resultados positivos graças a uma gestão profissional.
Assim como as empresas, as agremiações de futebol brasileiras devem ser geridas de forma competente e profissional. É pensar em uma troca: que os clubes aprendam a administrar como as empresas privadas, em busca de resultados certos, e que as organizações consigam clientes/torcedores tão fiéis e apaixonados como os times têm e passem a ver o esporte como um investimento com retorno certo para a consolidação de suas marcas. Só assim os brasileiros poderão usufruir, na prática, de todos os sonhos que envolvem a realização dos grandes eventos esportivos no país. Profissionalização. Esta é a palavra-chave para tudo acontecer.