terça-feira, 25 de outubro de 2011

De transmissão em transmissão....

Laura Aguiar
Professora do curso de Jornalismo da Faculdade Pitágoras – Divinópolis-MG



O assunto a ser tratado aqui não é uma novidade! Está na boca do povo: os direitos de exclusividade de transmissão de competições esportivas para emissoras de televisão e a nossa condição de refém. Trata-se de uma prática das emissoras de TV, porque se a moda pega para rádios, jornais e revistas, estaríamos perdidos e confinados a saber só o autorizado e devidamente pago nas negociações comerciais astronômicas.

Lá no Mexico ocorre uma das mais importantes competições das Américas e nas redes sociais, rodas de amigos, muito se tem comentado sobre o desempenho dos atletas brasileiros. Eles prometem bater recorde em número de medalhas. Por aqui em terras brasileiras, assistimos a versão TV Record da competição, e só. Ela tem os direitos de transmissão e para noticiar, falar do assunto, as outras emissoras de TV precisam dar o crédito das imagens e ainda ter autorização de uso das mesmas. Muita burocracia para emissoras como a Globo. A Vênus platinada prefere ignorar a disputa a abalar sua imagem de suprema e soberana ao pedir autorização para alguém. Alegam diferença da qualidade de imagens, dificuldade em atingir o lendário “padrão Globo de qualidade”. Será? Mas e o telespectador?   

Todos os princípios do Jornalismo são testados numa situação dessas. Mais uma vez reafirma-se: não se faz Jornalismo sem vínculos comerciais. E não estamos falando somente da empresa do Doutor Roberto. Todos os veículos de comunicação estão atrelados de alguma forma a interesses comerciais, uns expondo mais sua dependência nas escolhas das pautas, no teor dos conteúdos, no viés das coberturas jornalísticas, outros de alguma forma buscando a isenção, a prática da diversidade de opinião.

Nesse último aspecto, poucas são as iniciativas de exibição dos assuntos noticiáveis independente das relações comerciais. Recentemente, em uma edição do Jornal do SBT, em época do Rock in Rio (evento patrocinado, divulgado, transmitido pela Globo) houve uma reportagem sobre o programação musical que agitava a capital fluminense. Respeitaram-se os critérios de noticiabilidade, tema trabalhado exaustivamente nas salas de aula dos cursos de Jornalismo. Um fato com as características de um fato jornalístico como o teor de novidade, o interesse público, relevância, tamanho do evento não foi ignorado pela emissora “adversária”.  

Vejo como condenável a posição da Globo em omitir o Pan de Guadalajara. Como menciona Rogério Christofoletti, jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, quando comenta o tema, a própria Globo fez estardalhaço ao divulgar os Princípios Editoriais um documento que apresenta a emissora como empresa que defende que “tudo aquilo que for de interesse público, tudo aquilo que for notícia, deve ser publicado, analisado, discutido”.

Ainda bem que nos restam outras opções para exercitarmos nosso direito de escolha. Porque é disso que estamos tratando. Podemos escolher entre rádio, jornais impressos, revistas e a internet.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Faculdade Pitágoras: novos desafios


Francisco Resende Costa Neto
Coordenador dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda
Faculdade Pitágoras – Divinópolis-MG


Recebi, com imensa honra e senso de responsabilidade, a nobre missão de, a partir do dia 1º de novembro, assumir a direção-geral da Faculdade Pitágoras de Divinópolis. Instituição de Ensino Superior com maior número de alunos em Divinópolis (atualmente são quase 3400 alunos), a Faculdade Pitágoras viveu momento de enorme crescimento e consolidação de sua força no desenvolvimento educacional nos últimos dois anos. Resultado do trabalho de grandes gestores que por aqui passaram neste período, especialmente o Prof. João Pongelupe que, em virtude deste excelente trabalho, assume um novo desafio profissional de conduzir as ações da Faculdade Pitágoras de Ipatinga. Desejo, do fundo do coração, todo sucesso pessoal e profissional para este excelente executivo e, acima de tudo, mais um grande amigo que nos foi apresentado.
   
Divinópolis é uma cidade que se destaca no cenário regional e nacional como um polo industrial e comercial. Um município de vanguarda, de povo hospitaleiro e progressista. Nesse cenário, a Faculdade Pitágoras, com a tradição de 45 anos de atuação na área educacional, implantou um projeto arrojado e empreendedor. Um centro de excelência no Ensino Superior, oferecendo uma proposta educacional moderna e inovadora, cursos com a qualidade da marca Pitágoras, professores altamente qualificados e uma infra-estrutura moderna e acessível. Tudo isso para que Divinópolis também seja identificada como um dos mais importantes polos de educação do interior de Minas Gerais. 

Desde a chegada da Faculdade Pitágoras em Divinópolis, em setembro de 2007, graduações em diversas áreas do conhecimento são ofertadas. Além disso, a estrutura interna foi completamente reformulada para contribuir com a qualificação do mercado de trabalho da cidade e região. Herdando a tradição de mais de 40 anos da antiga Fadom, os cursos oferecidos apresentam como um dos principais diferenciais a excelência da marca Pitágoras no que se refere à qualidade e à modernidade dos projetos acadêmicos, além de laboratórios de última geração e um corpo docente altamente qualificado, com experiência acadêmica e vivência prática no mercado de trabalho. Além dos cursos de graduação, a Faculdade Pitágoras oferece um grande leque de cursos de Pós-Graduação, com uma excelente infra-estrutura e um corpo docente de respeito, muitos deles mestres e doutores formados por conceituadas universidades de todo o país. Neste novo momento, nosso objetivo é contribuir cada vez mais com a formação continuada dos profissionais da nossa região, e a pós-graduação é uma ferramenta extremamente importante neste processo. Sob comando do respeitado e competente professor Antônio de Araújo Rodrigues, não temos dúvidas em relação a consolidação da importância dos cursos de Pós-Graduação para toda a região Centro-oeste.

Como um eterno incentivador do ensino e, por acreditar piamente na força da educação como motor do desenvolvimento social e econômico, inicio, a partir de 1º de novembro, uma gestão extremamente focada em resultados qualitativos. Nossas premissas preveem melhorias na estrutura acadêmica, oferecendo condições para o desenvolvimento do trabalho docente; aprimoramento tecnológico, oferecendo condições para que professores e alunos acessem as melhores práticas; e, acima de tudo, a gestão de relacionamentos internos e externos. Nesses 5 anos de Faculdade Pitágoras, a cada novo ano um novo desafio sempre nos foi colocado, com o objetivo de realmente testar nossa capacidade e nosso comprometimento com esta nobre instituição. Por viver intensamente esta realidade e estar sempre conduzindo estes desafios, jamais poderia recusar, talvez, o maior dos desafios apresentados até hoje: manter o atual momento de crescimento e consolidação de um modelo pedagógico consistente, melhorando ainda mais as condições de trabalho e ratificando a imagem de solidez, de liderança e de inovação contínua da Faculdade Pitágoras em nossa região.

Agradeço imensamente a todos pela acolhida extremamente calorosa que tive, tanto dos professores, funcionários e dos mais de 3400 alunos. E ratificar que, mais do que nunca, assumo este importante papel sabendo que conto com o comprometimento e engajamento de um grupo de coordenadores extremamente envolvidos com o trabalho; um corpo administrativo focado em resultados; e, principalmente, um corpo docente com o mais alto nível de envolvimento e competência comprovada. Agradeço muito a contribuição e os meses de aprendizado intenso que tive com o Prof. João Pongelupe que, com uma gestão compartilhada, proporcionou um grande crescimento interno e externo para a unidade durante sua rápida passagem. Acredito muito que, com esse time, dificilmente seremos batidos. O desafio está lançado!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vestibular, formação superior e FIES

Francisco Resende Costa Neto
Coordenador dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda
Faculdade Pitágoras – Divinópolis-MG



Já estão abertas as inscrições para o Vestibular 2012 da Faculdade Pitágoras/Divinópolis. Os interessados em um dos 18 cursos de graduação oferecidos pela Instituição devem se inscrever pela Internet, no site www.vestibularja.com.br, até o dia 28 de outubro. Para aqueles que quiserem se inscrever pelo telefone 0800 283 1010 ou pessoalmente, na Central de Informações da Faculdade Pitágoras, o prazo vai até 21h do dia 28. As provas serão realizadas no dia 30 de outubro, às 14h, no Campus Verde.

Mais do que escolher uma profissão e seguir uma formação superior que garantirá melhores oportunidades do mercado, é importante os candidatos a uma das vagas no Ensino Superior se informarem sobre as imensas facilidades de acesso ao Ensino Superior. Sair da faculdade com a preocupação de quitar uma dívida já impediu muita gente de buscar o seus sonhos profissionais. O Prouni revolucionou o acesso ao Ensino Superior para alunos com necessidades financeiras e que preenchem os pré-requisitos do programa. Entretanto, o Novo Fies é o programa de financiamento do Governo que realmente abriu as portas do Ensino Superior para milhares de pessoas que jamais imaginaram adentrar às portas de uma faculdade ou universidade.

O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) é um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior em instituições privadas. Podem recorrer ao financiamento os estudantes matriculados em curso superior com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação. Desde 2010, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é o novo Agente Operador do Programa e os juros caíram para 3,4% ao ano. Além disso, o financiamento pode ser solicitado em qualquer período do ano. O atual FIES tem algumas características interessantes, tais como: financia até 100% das mensalidades do curso selecionado; taxa de juros extremamente atraentes (3,4% ao ano); as parcelas do financiamento serão mensais e com valores fixos; a parcela máxima de apenas R$ 50,00 por trimestre no período de duração do curso e da carência; 18 meses de carência após o final do período de financiamento; período de pagamento de até 3 vezes a duração do curso mais 12 meses.

Oferecendo o Novo Fies e com uma metodologia moderna, possibilitando maior tempo de contato com os professores e com o conteúdo das disciplinas, além de grande aparato tecnológico e maior integração das atividades teóricas e práticas, que a Faculdade Pitágoras oferece para 18 cursos de graduação nas áreas da Saúde, Ciências Exatas e Tecnologia, Ciências Sociais Aplicadas e Jurídicas. Os ingressantes em um dos 18 cursos oferecidos pela Faculdade Pitágoras terão várias novidades em 2012. A direção da unidade prevê um investimento de mais de R$ 2 milhões em laboratórios e infra-estrutura já para o próximo semestre. Apostando em tecnologia e inovação como aliados do processo de ensino, a expectativa é de que 85% das salas estejam equipadas com todo aparato multimídia, incluindo projetores eletrônicos e equipamentos de som, oferecendo completa estrutura para os professores e alunos de todos os cursos.

Outras ações estão previstas para o próximo ano, como o fortalecimento da TV Pitágoras, do DAJ e da Agência Experimental de Publicidade e Propaganda – AGP3. Além do vestibular tradicional, outra opção de ingresso na Faculdade Pitágoras é a utilização dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que desde 2009 servem de critério para a seleção de candidatos. Nesse modelo, o candidato poderá participar de ambas as modalidades de seleção – submetendo-se, simultaneamente, à prova e concorrendo pela nota do Enem, conforme critérios estabelecidos no edital do processo seletivo. Além disso, a Faculdade Pitágoras recebe, a partir de 1º de novembro, alunos que desejam iniciar processo de transferência para qualquer um dos 18 cursos oferecidos pela Instituição, além daqueles profissionais que já possuem um título superior e buscam qualificação através de obtenção de um novo título. As oportunidades estão aí!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O futebol como exemplo – lições do marketing esportivo

Ricardo Nogueira
Professor nos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda.
Faculdade Pitágoras - Divinópolis - MG


Apesar do momento conturbado que o futebol brasileiro passa, o esporte que movimenta a nação tupiniquim tem lições muito importantes para o ambiente empresarial. No entanto, mesmo com um cenário promissor nos próximos anos, o esporte brasileiro ainda carece de profissionais qualificados para lidar de forma séria e honesta com algo intangível, mas que, como todas as grandes marcas, vendem um patrimônio inestimável: a paixão. Não aquela paixão fugaz, que acende e se apaga com a mesma velocidade, mas uma paixão que dura toda a vida. É sobre isso que vamos falar hoje: como as os clubes/empresas podem (e devem) criar e usufruir de clientes/torcedores pela vida toda.
O Brasil está sendo visto com outros olhos pelo resto do mundo. A economia, de certa forma, estável, as riquezas naturais e o incremento do consumo pela celebrada classe C despertam nos investidores estrangeiros sentimentos otimistas. Além disso, não podemos desprezar o fato de que o país abrigará, em breve, dois dos maiores eventos esportivos mundiais: a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Com lados positivos e negativos, não podemos negar, tais celebrações são uma oportunidade de ouro para que o esporte se profissionalize, o que pode deixar um legado importante para as próximas gerações.
Além de equipar as cidades-sede com infraestrutura invejável na mobilidade e em centros esportivos de primeiro mundo, as competições internacionais configuram-se uma oportunidade ímpar para a profissionalização dos clubes e entidades esportivas no que diz respeito a gestão e marketing. Não faltam matérias comparativas entre as formas de administração dos clubes de futebol brasileiros e ingleses, italianos ou espanhóis, por exemplo, e em todas elas fica claro que o sucesso não se trata de uma questão de paixão dos torcedores (que, guardadas as proporções, é a mesma em todos estes países), mas sim da forma de gestão do futebol profissional.
O futebol brasileiro tem diversas características que o fazem destacar no cenário mundial: celeiro de craques, tradição em campeonatos internacionais e clubes com torcidas compostas por milhões de torcedores. Para se ter uma idéia, o número de torcedores de Flamengo e Corinthians é maior do que a população de vários países. O problema mora justamente aí: ao invés de utilizar isso para o bem, os clubes “ignoram” este fato de ter milhões de clientes/torcedores apaixonados, capaz de fazer loucuras em nome deste “amor”.
O objetivo de toda e qualquer empresa é ter o chamado cliente fiel, aquele que não tem dúvida sobre qual marca consumir sempre que precisar de um determinado produto ou serviço. Os clubes, por sua vez, têm estes clientes fiéis e não utilizam disso para benefício próprio. Um atleticano, por exemplo, salvas raríssimas exceções, vai ser atleticano (e, com isso, um potencial consumidor de produtos ligados ao Clube Atlético Mineiro) para o resto da vida. E uma forma como isso pode gerar receita é em relação a produtos licenciados. Enquanto os grandes clubes europeus faturam milhões de dólares e euros com a venda de produtos (de camisas a canecas, passando por adesivos e canais por assinatura, entre outros), os times brasileiros ainda engatinham neste sentido.
No entanto, a mudança na gestão dos clubes nacionais demanda profissionais qualificados e especializados para tratar da paixão nacional – mas gerir sem paixão, se é possível. É neste cenário que os administradores, comunicadores e profissionais de marketing podem se dar bem. Recente reportagem no “Estado de Minas” falava justamente sobre o fato do Estado não ter mão-de-obra especializada para a gestão de recursos, pessoas, comunicação e relacionamento com os públicos de interesse dos clubes. Portanto, a hora de se especializar é agora.
E para quem pensa que este papo é só teoria e que no Brasil é impossível fazer uma gestão profissional, indico pesquisar um pouco a respeito da administração do Sport Club Internacional de Porto Alegre (RS). A mudança na forma de gerir o clube rio-grandense vem trazendo conquistas significativas nos resultados financeiros e de marca do time, o que reflete positivamente dentro de campo. Afinal, o clube foi recentemente campeão dos dois principais torneios do mundo (Bi da Libertadores da América e Copa do Mundo de Clubes) e, com certeza, a forma de administrar a equipe favoreceu os resultados. Não cabe falar aqui de todas as estratégias de marketing do time – que vão de um projeto bem feito de sócio-torcedor a participações em torneios internacionais para projetar mundialmente a imagem do clube –, mas sim de mostrar como é possível ter resultados positivos graças a uma gestão profissional.
Assim como as empresas, as agremiações de futebol brasileiras devem ser geridas de forma competente e profissional. É pensar em uma troca: que os clubes aprendam a administrar como as empresas privadas, em busca de resultados certos, e que as organizações consigam clientes/torcedores tão fiéis e apaixonados como os times têm e passem a ver o esporte como um investimento com retorno certo para a consolidação de suas marcas. Só assim os brasileiros poderão usufruir, na prática, de todos os sonhos que envolvem a realização dos grandes eventos esportivos no país. Profissionalização. Esta é a palavra-chave para tudo acontecer.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Concepção de marca: um desafio contemporâneo

Francisco Resende Costa Neto
Coordenador dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda
Faculdade Pitágoras – Divinópolis-MG


 Um dos maiores desafios dos profissionais de marketing é desenvolver uma estratégia de marca que melhor atenda aos objetivos de sua empresa. Esse desafio envolve a sua escolha que pode se estender da adoção de uma marca única para cada produto à adoção de uma marca corporativa que cubra todas as ofertas da empresa, passando por possibilidades de sua combinação. O dilema que surge é o como administrar diferentes escolhas de nomes de marcas para abranger diferentes conceitos de produtos, dentro do composto de marketing adotado para atender aos mercados alvos escolhidos. São várias as estratégias disponíveis, todas elas subjetivas, cabendo ao gestor de marketing escolher aquela que melhor se adeque àquele produto, na devida situação de mercado.

A estratégia de marca envolve a escolha e a integração dos elementos que a comporão e que serão utilizadas para identificar e posicionar os produtos e serviços a serem ofertados pela empresa. A concepção dessa estratégia é fundamental porque funcionará como uma síntese dos elementos e do conteúdo que a empresa pretende repassar para estabelecer um vínculo com o consumidor. É através dela que o consumidor entenderá e manterá na memória as características e benefícios proporcionados pelo produto e estabelecerá as associações primárias e secundárias pretendidas pela marca. Os critérios que podem ser utilizados na seleção, distinção e estabelecimento de nomes de marcas têm sido tratados de forma bastante difusa por autores que abordam o tema.

Estruturalmente, a escolha do nome da marca deve ser conduzida de forma a definir os elementos que a comporão para abranger e permitir o desenvolvimento das dimensões funcional e estratégica. Em sua estrutura, a escolha da marca deve levar em conta suas características de identidade e posicionamento pretendidos, materializadas pela escolha de seu nome, do logotipo, uso, usuário, associações, slogans e cores. Contudo, as características precisam ser integradas com as demais dimensões e serem congruentes com características, atributos e benefícios valorizados por seus consumidores, aprofundando e ampliando seu significado. Essas características só terão significados se criar uma âncora entre marca e consumidor, de acordo com os aspectos que ele valoriza.

A dimensão funcional é essencial para o uso que se pretende para a marca. Refere-se ao que ela se propõe, à sua função ou utilidade. A marca precisa atender às expectativas de benefício do comprador, a fim de desenvolver e sustentar um relacionamento com ele. Já a dimensão estratégica corresponde ao impacto que se pretende no mercado decorrente das decisões anteriores, a partir de sua integração e unicidade. As marcas terão maior probabilidade de sucesso quando forem integradas e únicas em suas características particulares. Essa decisão depende do que se pretende para a marca e para seu nível de abrangência, além da dinâmica a que está sujeita.

A empresa pode, além de desenvolver suas marcas, fabricar para o varejista ou distribuidor, com a marca própria desses. Esse tipo de estratégia é chamada, entre outros nomes, de marca própria. A estratégia a ser adotada pelo distribuidor deve privilegiar a coerência com a sua imagem e o posicionamento pretendidos. A empresa pode ainda obter licenciamento para utilização de marcas de terceiros ou ceder sua marca para ser utilizada, como licenciada, para terceiros. Esse tipo de estratégia, bastante utilizada com marcas notórias, inclusive de celebridades.

Cada uma das estratégias abordadas possui suas vantagens e desvantagens. A empresa pode optar por uma identidade corporativa ou empresarial, enfatizar a identidade de cada um de seus produtos ou ainda adotar uma estratégia híbrida. Se optar por uma identidade corporativa, procurará criar uma imagem única correspondente à imagem pretendida. Se optar pela identidade de cada um de seus produtos, procurará dotar cada marca de vida própria estabelecendo pouco ou nenhum vínculo com a empresa. As opções são múltiplas e o mercado abre espaço para empreendedores criativos e arrojados.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A nova realidade das eleições em tempos de mídias sociais

Leonardo Rodrigues
Professor dos cursos Jornalismo e Publicidade e Propaganda
Faculdade Pitágoras - Divinópolis - MG




Em 2010, o Brasil viveu sua primeira eleição digitalizada. Pela primeira vez, a legislação brasileira permitiu doações pela internet e o uso de sites, blogs e redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter, ao longo da campanha, mesmo no dia da votação. Mais de 32 milhões de eleitores brasileiros com acesso à internet foram bombardeados (ou poderiam ter sido) pelos marqueteiros dos principais partidos políticos do país, que observaram as redes sociais como peça-chave para conquistar votos naquele ano.

Estamos nos aproximando de mais um ano eleitoral, dessa vez com uma eleição municipal e muita coisa há de ser pensada para mais esse pleito. De 2010 pra cá, ou seja, de nossa última eleição até os dias atuais, por menor que tenha sido esse espaço temporal, muita coisa evoluiu. O acesso a internet continua crescendo entre a população, em especial as classes mais baixas, que por sua vez representam um número muito maior do que as ditas classes mais altas. E principalmente, as redes e mídias sociais aumentaram sua penetração entre a população, em sua maioria, através de dispositivos móveis, como os smartphones e tablets, que usa esse espaço para debater, comentar e o mais importante, formar opinião, baseado na experiência de outras pessoas com as quais ela se relaciona.

Só para amparar o que digo, lembro que o brasileiro gastava cerca de 50 horas e 26 minutos conectados em ambientes doméstico/residencial. Cerca de 79% dos internautas fazem parte das redes sociais e ficam cerca de 6 horas por mês conectados nesses ambientes. Isso em números levantados antes das eleições de 2010. Imagina agora? O candidato que deixar esse universo de lado estará jogando no lixo uma oportunidade ímpar de se relacionar com um tipo de eleitor que vale ouro, o formador de opinião. Sim! Formador de opinião porque ele se preocupa em debater, discutir, propor, repassar e o mais importante, de participante ativo ele acaba se tornando um cabo eleitoral digital em potencial.

Mas como atuar nesse universo digital? Não existe uma fórmula pronta. As estratégias digitais variam de caso a caso. Mas o certo é que não basta ter um web site atualizado constantemente durante a campanha eleitoral e achar que já “marcou território”. Isso é o básico, o arroz com feijão em uma campanha eleitoral online. Um web site é apenas uma espécie de cartão de visitas, onde os eleitores podem obter informações sobre os candidatos, seu plano de governo, agenda de compromissos, notícias, etc. As possibilidades vão muito mais além do que uma página passiva, que demanda muito mais de um desejo do eleitor de conhecer, do que um contato mais proativo.

Lembremos um texto que publiquei em março deste ano, falando sobre o perfil do novo consumidor e porque não, do novo eleitor. “Outro aspecto interessante que pode ser notado é que os consumidores, principalmente as novas gerações, usam essas ferramentas virtuais para se informar e buscar mais informações sobre determinado produto ou serviço. Mas essa busca não é feita através de um site institucional, mas sim diretamente com outros consumidores, que usam as redes sociais como ponto de troca de informações, conceitos, pontos de vista e experiências. No mundo virtual, a “lábia” do bom vendedor não tem espaço, pois o podl.er de uma simples “twittada” negativa sobre um produto, por exemplo, tem um efeito devastador no processo de decisão de compra”.

E é nesse sentido que ressalto que os profissionais de comunicação e marketing precisam começar a desenvolver agora, a presença digital. Mais do que essa presença, é igualmente importante monitorar o que é falado sobre ele e estar pronto para agir nesse universo digital.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Arquitetura de marcas – parte 2

Francisco Resende Costa Neto
Coordenador dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda
Faculdade Pitágoras – Divinópolis-MG
 

Continuando o assunto “Arquitetura de Marcas”, iniciado na coluna da semana passada, abordarei a estratégia de adoção de marcas por parte das empresas. Qualquer organização pode, além de desenvolver suas marcas, fabricar para o varejista ou distribuidor, com a marca própria desses. Esse tipo de estratégia é chamado, entre outros nomes, de marca própria. A estratégia a ser adotada pelo distribuidor deve privilegiar a coerência com a sua imagem e o posicionamento pretendidos. A empresa pode ainda obter licenciamento para utilização de marcas de terceiros ou ceder sua marca para ser utilizada, como licenciada, para terceiros. Esse tipo de estratégia, bastante utilizada com marcas notórias, inclusive de elebridades como a Xuxa e Eliana.

Cada uma das estratégias abordadas possui suas vantagens e desvantagens. A empresa pode optar por uma identidade corporativa ou empresarial, enfatizar a identidade de cada um de seus produtos ou ainda adotar uma estratégia híbrida. Se optar por uma identidade corporativa, procurará criar uma imagem única correspondente à imagem pretendida. Se optar pela identidade de cada um de seus produtos, procurará dotar cada marca de vida própria estabelecendo pouco ou nenhum vínculo com a empresa. Se optar poor uma estratégia híbrida procurará combinar essas possibilidades.

A definição para a escolha dessas possibilidades está vinculada às associações primárias e secundárias pretendidas pela marca. Quanto mais a empresa pretende que as associações entre seus produtos se vinculem mais estreitamente com o seu nome, mais será sua propensão em adotar marcas guardas chuvas e buscar uma identidade, conforme descrita acima. Contudo, uma simples lista de prós e contras não é suficiente para uma empresa decidir qual escolher. Na realidade, a empresa pode adotá-las de forma isolada ou híbrida. Depende do setor que a empresa atua, do grau de concentração, do tamanho e valor do seu mercado. Internamente, a empresa deverá considerar o seu porte, a estratégia adotada, o posicionamento da marca e  a sua estrutura interna.

Smepre sugem algumas perguntas quando o tema é definição de marca. Em uma sociedade fundamentada em imagens, a escolha de cores é fundamental para arquitetura de uma marca? A cor é um poderoso componente em qualquer projeto de design, seja para a web, ou fora dela. A cor afeta o estado de espírito e as emoções. Ela evoca associações com as noções de tempo e espaço. No design, ela também é um fator importante na definição do "meio ambiente". Poucos podem ser um Picasso ou um Van Gogh, mas não precisamos ser artistas para entender a importância das cores.

Foi preciso uma revolução social e outra na arte para que os artistas começassem a conhecer realmente a fundo as cores. Pontinhos de cores primárias postos lado a lado produzindo cores secundárias. A preocupação em captar um instante dá lugar ao interesse pela fixação das cenas obtidas pela subdivisão das cores. Daí o estudo das cores e de sua psicologia tomar um sentido próprio e científico, a base destes estudos iniciados por estes e outros artistas influenciaram publicitários e designers, na produção de peças renomadas, como o logo da Coca Cola e das Olimpíadas, determinaram a fixação de uma imagem ou ainda, transmitiram sensações de consumo, seduzindo seu público, utilizando o conceito de cor.

As cores teriam efeitos também na arquitetura de marcas para a Internet? Na própria Internet há bons e maus exemplos de combinações de cores. Existem sites nos quais mal se consegue enxergar a letra. Outros desperdiçam esta ferramenta, sem muita criatividade. A combinação correta das cores depende muito do bom senso, da habilidade do designer e da sensação a ser transmitida, que pode, com uma combinação menos usual, conseguir bons resultados. A arte não tem limites, mas o bom senso tem. Em um site bem planejado, há uma consistência no design que cria uma sensação de "lugar" único e reconhecível, identificando e criando uma afinidade com o internauta. Use cores que criem delimitações visuais no site para determinar o fluxo de leitura das informações e a identificação visual. Da mesma forma que uma empresa ocupa um local específico no mundo "real", um site da web deve ser considerado um local específico no mundo "virtual". Hospitais, bancos e escritórios de profissionais liberais geralmente escolhem para sua decoração cores neutras e calmas que inspiram confiança, por serem apropriadas a estes locais. Escolas para crianças, geralmente, são multicoloridas e abusam das cores luminosas e alegres. Os tons de sépia evocam memórias do passado.